Workshops com Pepa Diaz-Meco
Pepa Diaz-Meco

Formada pela Escola Philippe Gaulier de Londres e pelo Instituto de Teatro de Sevilha. Vencedora do prémio de melhor actriz com Subida en la Montaña na Feria de Teatro del Sur em 2000. Estudou com Mamadou Dioume, actor de Peter Brook, em Itália e com  Marcello Magni seguidor da corrente de Lecqoc. Foi assistente de Philippe Gaulier em 1996 e dá formação de Clown, Máscara Neutra, Bufão, Melodrama e Tragédia Grega.

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Clown
É esse ser ESTÚPIDO, INGÉNUO, VULNERÁVEL, INSEGURO, que existe em maior ou menor medida em todos nós, mas que todos ocultamos para não parecermos ridículos. Socialmente somos educados para sermos absolutamente inteligentes, não podemos ter dúvidas. Temos de estar preparados e mostrar continuamente tudo o que sabemos. Também é importante que ocultemos os nossos sentimentos mais íntimos, porque é mal visto pô-los em evidência, mostrá-los.
O clown transgride a norma, não encontra nenhum inconveniente em admitir a sua estupidez ou mostrar-se por inteiro. Descobriu que este é o melhor modo para que o público goste dele. Se o clown se mostra seguro, inteligente ou triunfador não deixa ver a sua humanidade. Será tratado com frieza e distancia pelo público, que se sentirá defraudado e o clown cairá em “flop”, fiasco, fracasso. Aprender a aceitar o fracasso sem dor é uma das chaves mais importantes deste árduo trabalho, que nos conduz a nós de um modo único. O clown é o estilo mais completo com que se pode trabalhar em cena, já que não há possibilidade de engano: ou gostam de ti ou vais-te embora!
Todos os actores deveriam fazer clown, nem que seja como exercício.


Conteúdos do workshop:
- Clown pessoal
- Vazio
- Cumplicidade
- Duplas
- Número


BUFÃO
Faz parte do MUNDO DOS DESCARTADOS POR QUALQUER CAUSA. Quer seja o aleijado, o louco, a puta, o pária… é “o raro”. É o “filho do diabo” e sente-se orgulhoso de o ser. O bufão ri-se do mundo, o riso é a sua defesa, é a única coisa que lhe resta para se proteger e lutar contra tudo aquilo que o magoou, que o afastou do mundo dos “filhos de Deus”. Diverte-se a reproduzir à sua maneira a vida dos homens através de jogos e de loucuras. Através desta loucura é-lhe mais fácil dizer ao mundo o que pensa sobre ele. O Bufão, tal como a tragédia, faz parte da vertical entre o céu e a terra mas inverte os valores, cuspindo ao céu e invocando a terra.
Organizam-se em grupos e têm as suas próprias regras: uma sociedade sem conflitos, onde cada um tem o seu lugar e a sua identidade. São bandos organizados para parodiar e denunciar o poder, a religião, a sociedade. Tudo como numa festa de carnaval que reivindica o prazer de viver fora da lei.
Neste curso buscaremos esse ser irónico, ácido, sarcástico, cínico, cáustico, ferido, louco, estranho, transgressor que há em todos nós e o nosso prazer de troçarmos do mundo através da paródia.


Conteúdos do workshop:
Trabalharemos a paródia através de três tipos de bufões:
- Bufão clássico. Partindo de deformidades e taras mais realistas.
- Bufão actual. As putas e os travestis.
- Bufão fantástico. Mais baseado na loucura e nas excentricidades pessoais.


Notícias

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11/02/10
A Mestra Pepa Díaz-Meco estará mais uma vez connosco para orientar um workshop de Clown para iniciados, de 20 a 24 de Março de 2010. Aguardamos com expectativa a sua volta no final do ano para o segundo módulo para os avançados.
06/12/08

Pepa Diaz-Meco virá a Portugal em Abril de 2009 para dar dois workshops de Clown (iniciados e avançados). Se estiver interessado(a) em receber informações actualizadas envie o seu e-mail para rirdenos@gmail.com

09/10/08

Tens mais de 60 anos?
Estás reformado?
Estás farto do chá das cinco e das conversas de café?
Queres viajar para fora cá dentro?
Tens algo a dizer?                                           
Queres…? Tens…? Estás…? Tens…? Queres…? Estás…? 
 
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